Flamenco
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FLAMENCO
A ORIGEM

A origem do Flamenco é motivo de controvérsia entre historiadores e estudiosos inclusive na própria Espanha. A versão mais aceita, foi concebida por um dos mais conceituados historiadores espanhóis, Ramón Menéndez Pidal, que afirma que no Séc X, após o término das invasões árabes, camponeses expulsos do Egito atravessaram o norte da África e o Estreito de Gibraltar e estabeleceram-se na Península Ibérica. Sendo assim o nome “flamenco” confirma a teoria, pois em egípcio antigo, “Fallah Menco” significa camponeses expulsos.

Há uma tendência em confundir o flamenco com dança cigana, desenvolvida pelos ciganos nômades (Zíngaros, Gypsies) que receberam forte influência da Europa Central, porém as características de música, dança e instrumentos, são muito distintas do Flamenco.

Também há confusão com os “Flamands”, originários da Bélgica e Holanda que derrotados pela “fiel intanteria” foram depreciativamente chamados em espanhol de “flamencos”.

A primeira forma da dança flamenca resumia-se somente ao canto e dança, tendo como únicos acompanhamentos as palmas e gritos de incentivo, chamado de “Jaleo” que é utilizado até hoje. No século XIX, passa a se apresentar de forma mais completa com a utilização de guitarra (violão de 6 cordas), que tornou-se imprescindível e mais tarde, outros instrumentos foram incorporados ao Flamenco.

Segundo os estudiosos, o Flamenco é uma das danças mais originais e complexas. Além da técnica, o bailarino precisa desenvolver expressão corporal para transmitir seus sentimentos através de seus movimentos, o que na Espanha é chamado de “DUENDE”.

O “DUENDE” é realmente o grande mistério do Flamenco, porque a técnica se aprende com dedicação, mas o “DUENDE” tem que ser extraído da alma ou como disse Frederico Garcia Lorca “....o duende tem que ser acordado nas últimas moradas do sangue...” e somente com este conjunto a verdadeira dança flamenca estará se apresentando de forma completa.

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